Olá!
Nesta última semana passei bastante tempo jogando Poker no PokerStars, jogando bastante, inclusive, e, jogando Poker, vi que dali podem surgir várias analogias com a nossa vida real.
Eu não sabia jogar tão bem e agora, mesmo sabendo jogar, sabendo os conceitos, em muitas vezes falta o sangue frio de apostar quando você tem mãos fracas. Esta malandragem ainda vou aprender com o tempo.
Li várias dicas do Roberto Riccio (um dos maiores jogadores de Poker do Brasil), assisti vídeos e, prestando atenção nas estratégias dele, pude criar a minha própria e, felizmente, na semana tive um saldo de 40 dólares positivos no PokerStars, onde, para entrar, você precisa entrar com o valor de 20 dólares, então hoje tenho 60 dólares na minha conta do PokerStars.
Isto é um perigo que pode criar um vício incontrolável na nossa cabeça, mas existem dois vícios, o do jogo e o do dinheiro. O poker não tem fundamento se não envolver dinheiro, afinal, fica muito mais fácil você colocar todas suas fichas na mesa quando você não vai perder nada, caso estiver utilizando fichas gratuitas.
Infelizmente comecei a ter o problema de quererem que eu pare de jogar, pois daqui um pouco iria parecer aquelas pessoas que apostam suas geladeiras e mulheres lá. As coisas, felizmente, não são bem assim, eu jogo em torneios pequenos (1 dólar) e este é um dinheiro que, trabalhando, posso usar para divertir e usar a cabeça para calcular as inúmeras possibilidades de ganho ou perda que o Poker nos traz.
E qual a relação do Poker com a vida real? Acredito que a calma, a paciência e o sangue frio. Todos nós, no jogo ou no ambiente de trabalho, por exemplo, temos nossas cartas. Alguns têm mãos melhores (par de Ases, par de Reis) e alguns têm piores (dois e três, dois e quatro). Este é o retrato de quem é chefe e de quem é vassalo.
No poker você tem a possibilidade de ganhar o jogo com mãos fracas, se for corajoso e bater de frente, apostando, sendo agressivo, àqueles que tem mãos boas. No flop podemos ter cartas baixas, que nos dão um FullHouse, uma sequência, e, com aquelas que eram péssimas cartas, ganhamos todas as fichas de nosso adversário. No trabalho, não é somente por ser um funcionário padrão que devo baixar a minha cabeça diante das "ameaças" dos superiores, em suas apostas mas, caso dobrar as apostas que estes fazem e colocar todas as minhas fichas na mesa, posso virar o jogo. Posso perder também, claro, mas que graça tem a vida se não arriscarmos?
O Poker nos faz pensar como em uma partida de Xadrez. Você não consegue ter certeza de que vai ganhar o jogo, por mais altas que sejam as cartas em sua mão e, para aceitar grandes apostas, devemos pensar nas probabilidades dos jogos que estão na mão do adversário. Caso eu tiver um par de Ases na mão e virar um 3, um 4 e um 5 na mesa, entendo que tenho o maior par de todos. Mas, se o outro usuário tiver um A e um 2, ganha de mim com uma sequência. Se tiver um par de 3, 4 ou 5 nas mãos, ganha de mim com uma trinca, ou pode ter um flush, dependendo do naipe das que virarem. Em si, são opções e opções, e isto nos exercita a mente, mesmo que seja viciante.
Poker por diversão não é droga, inclusive, muitas vezes, pode representar o contrário.
Valeu, abraço! |